Sobre

 

Ágora dos Habitantes da Terra é um projeto/encontro que pretende instituir uma nova aliança de cidadania da Terra. Ele propõe diversas instituições “em nome da Humanidade. Propõe a formação de uma Organização Mundial da Humanidade Unida (OMHU), um novo organismo internacional que represente a humanidade e dialogue com a Organização das Nações Unidas (ONU) e seus organismos internacionais, que são todos ainda organismos cujos membros naturais são governos e seus representantes. Falta ainda uma organização de cidadãos e cidadãs da Terra.

A proposta é que as pessoas organizem encontros locais, regionais e internacionais, e a partir desses lugares de fala, se sintam falando “em nome da humanidade”. A iniciativa quer somar forças com as diversas conferencias e fóruns mundiais, criando uma grande aliança da humanidade e em nome da humanidade. Assim, será possível elaborar uma nova constituição de cidadania do planeta.

Como primeiro passo, pretende aprofundar a Carta da Terra que já foi aprovada pela ONU e elaborar a Carta da Vida. E criar a Carteira de Identidade Mundial (CIM) como documento oficial dos habitantes da Terra, dando as pessoas o direito de se sentirem cidadão do planeta, para além da pertença a um país.

POR QUE UMA ÁGORA
DOS/DAS HABITANTES DA TERRA?

Quanto mais a globalização atual da economia dominante condiciona, sobretudo no mau sentido, o futuro da humanidade e da vida, menos os/as habitantes da Terra (todas as espécies vivas) estarão em condições de participar das escolhas que são feitas, monopolizadas por um círculo sempre mais restrito de grupos sociais poderosos. O futuro do mundo não pode ser deixado ao arbítrio e à dominação dos que tem os mais fortes interesses privados e que estão em luta entre si por mais poder e mais enriquecimento, no estilo de “Em primeiro lugar, a América”, “em primeiro lugar, o Reino Unido” ou ainda “em primeiro lugar, a China”.

… Os direitos das pessoas, das comunidades humanas e dos povos estão, cada vez mais abafados e negados. A democracia se tornou uma palavra desprovida de sentido. A humanidade foi reduzida a pedaços. Ela não existe mais, a não ser na cabeça dos/as poetas, cantadores/as e das pessoas que sonham.

Neste ano de 2018, celebra-se o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. É preciso que todas as pessoas cidadãs da Terra reconquistem a força da vida, da liberdade e da justiça, adquirida graças aos direitos conquistados até agora. É preciso que eles/elas se deem as instituições necessárias e os meios para assumir o poder de governar o seu futuro comum sobre bases pluralistas, cooperativistas e participativas a partir das comunidades locais. O bem-viver juntos e a segurança da existência são questões coletivas, comuns e planetárias.

EM QUE CONSISTE A ÁGORA
DOS/DAS HABITANTES DA TERRA?

 

Assim como a Marcha Mundial pela Paz e a Não Violência, assim como a Jai Jagat, já existentes a partir de Madri e de Rajghat e Nova Dehli que convergirão em 2020 para Genebra, trata-se de um projeto  autônomo e espontâneo, que envolve pequenos grupos de pessoas ou associações decididas a se reunirem em um percurso comum de conscientização e de reconhecimento da humanidade como sujeito ator do futuro eco-integral (social-cultural, político, ecológico e econômico) da vida da Terra e sobre a Terra, assim como também deseja atingir os atores mundiais hoje reconhecidos, como são os Estados, as organizações internacionais, as empresas multinacionais privadas e até os operadores financeiros.  A primeira reunião será a Ágora dos/das Habitantes da Terra (AHT).

Alguns grupos já começaram a se reunir na Itália (em Sezano/ Verona), na Bélgica (Bruxelas), na França (UBC, Paris). Em metade de agosto, está prevista uma reunião latino-americana em Aysen (Patagônia chilena). Surgiram propostas de formação de grupos locais em Montreal (Quebec) e outros no Brasil (Salvador e Brasília). Estão para se constituírem grupos na Ligúria, Sicília, Roma (Itália), na França, na Catalúnia, Colômbia, oeste da África… O processo apenas começou. Estabelecemos contatos com o Fórum Humanista Europeu que se reunirá em Madri nos dias 11 a 13 de maio próximo e com os Diálogos em Humanidade do começo de julho em Lyon, assim como com a Assembleia Europeia das Comunidades de Base (Rimini, setembro) e a Marcha pela Paz de Perúgia a Assis de 05 a 07 de outubro.

A AHT é aberta a todos e todas. O desejo é de contar principalmente com representantes das minorias, das pessoas excluídas, migrantes. Também desejamos a participação do mundo dos/das artistas, lavradores/as, operários/as, coletividades locais, assim como do mundo da educação e dos meios de comunicação, da ciência e da tecnologia, das cooperativas que continuam no caminho do cooperativismo.  As instituições da ONU também serão bem-vindas.

QUAIS OS OBJETIVOS
IMEDIATOS DA AHT?

A partir do encontro que faremos de 14 a 16 de dezembro de 2018, nos propomos dois objetivos:

1º Objetivo: redigir e aprovar uma CARTA DA HUMANIDADE.

A Carta apresentará os princípios fundadores e orientações inspiradoras que deveriam animar os procesos de construção da Humanidade, como ator planetário, responsável da salvaguarda, do cuidado e da segurança da vida de todos/todas os/as habitantes da Terra. Pensamos em uma Carta com duas partes:

  1. a primeira conteria todas as propostas da “Carta da Humanidade” , apresentandas na língua de sua escolha por grupos que terão trabalhado para essa finalidade em diversos lugares do mundo entre abril e dezembro de 2018 (como foi proposto acima).
  2. a segunda parte, resumirá as ideias e propostas que tiverem encontrado o consenso mais amplo entre os participantes da Ágora que faremos de 14 a 16 de dezembro próximo.

2º Objetivo: lançar a criação de uma Carteira de Identidade Mundial (CIM) digital.

Essa CIM seria entregue gratuitamente a todos os seres humanos existentes através das comunidades ou coletividades locais de base.